Com a palavra o Gestor - Parte 03

No Ensino Fundamental II, os alunos vivenciam a aprendizagem tendo a oportunidade diária de desenvolver as habilidades essenciais dentro e fora da sala de aula do jeito que eles mais gostam: experimentando. Ao conhecer o mundo e as suas possibilidades, conseguem construir um projeto de vida repleto de protagonismo. Com autonomia e respeito às diferenças e visões de mundo, eles se preparam para os desafios do Ensino Médio e da vida.

Oferecemos competências acadêmicas e saberes para a vida, acompanhamento individual e espaços adequados à idade, ambientes de aprendizagem físicos e digitais, desenvolvimento socioemocional e empreendedorismo.

Uma Educação que contemple o desenvolvimento cognitivo, físico, afetivo, social e ético do aluno, tendo em vista uma formação integral.

Com a palavra a Coordenadora Anna Karina R. Gandelini

Anna Karina Rossa Gandelini educadora, mãe, esposa, filha….

Rotina alterada, trânsito para chegar ao trabalho, café antes das 6 horas da manhã, preparação em família do lanche equilibrado para que todos pudessem seguir o dia de trabalho ou estudos …. De repente o sinal não é mais o mesmo, as crianças não entram na escola e a gestão convoca uma reunião de urgência para algumas orientações, pois enfrentaríamos uma Pandemia.

Como assim? Há poucos dias estávamos em festa com as crianças, seguindo nosso calendário com atividades lúdicas, humanizadas, voltadas ao acolhimento e aprendizado.

Em 3 dias reaprendemos que o virtual seria nossa única forma de comunicação. A plataforma Taboão Ead, aprendida durante as aulas presenciais, seria nosso acesso para as aulas que passariam a ser remotas. Como fazer Home Office gerenciando todas as emoções pessoais, nossos familiares e ainda auxiliar nossos profissionais?


 

Foi muito difícil dividir os espaços da casa tendo dois estudantes (uma adolescente cursando o Ensino Fundamental II e uma recém universitária, que após anos de estudos, precisou se adaptar, em menos de um mês, ao ensino remoto), um esposo que trabalha com TI e permaneceu remoto por 3 meses (além do período de férias que foram antecipadas), meu irmão, também educador, trabalhando remotamente e minha sobrinha de 3 anos, que hoje já conhece nossos alunos, nos trouxe um pouco da leveza da infância para esses dias complexos. Uma pergunta não saía de nossas cabeças “E se tivéssemos três Catarinas, como seria nossa vida com essa loucura de estudar em casa? Mesmo com toda essa mudança, uma pessoa em especial, sempre tinha uma palavra de carinho, afeto ou que nos levasse à reflexão e que em nenhum momento deixou de cuidar de todos nós. Essa pessoa é minha mãe, que em 73 de vida, nunca tinha ficado tão isolada do mundo, que precisava esperar nossos horários livres para saber notícias dos familiares por meio das redes sociais ou por videochamada e, ainda assim, não a convencemos de ter um celular, sem contar na quantidade de refeições que ela preparou, afinal de contas nunca comemos tanto.

Muitas lições aprendi e estou aprendendo nesta quarentena, que virou quase centenário, e o principal é que precisamos cuidar de nós para ajudar o próximo, para manter o equilíbrio nas pequenas situações do dia a dia. Aprendi e reaprendi o tempo todo com a equipe de gestão e de professores, chamada carinhosamente pelos mantenedores de TIME, uni forças para atender os alunos e familiares, que em suas diversidades e necessidades, esperavam uma palavra de carinho quando alguém da família ficava doente ou quando apenas precisava de orientação para as transições das plataformas (Taboão EaD, Zoom e Google for Education) e para acessar às aulas e atividades, além de sempre gerenciar essas emoções. Tudo isso não foi fácil, devo confessar.

Isso foi só o começo do “novo normal”, em que a tecnologia foi capaz de estreitar o distanciamento e manter o mundo em movimento. Quantos cursos, congressos, palestras, convenções, Lives e bate-papos informais tive a oportunidade de participar. Será que antes eu aprenderia receitas novas, faria uma horta, experimentaria uma nova especiaria, desenharia com tinta na tampa da caixa de papelão, montaria o Senhor Cabeça de Batata com alpiste, plantaria feijão, reaproveitaria roupas antigas fazendo Tie Dye com as minhas filhas? Todas essas atividades me remetem à infância e isso é muito bom.

Durante muitas conversas com as famílias, pude conhecer um pouco da nova rotina de cada uma e saber como poderíamos nos ajudar. Apresentamos os animais de estimação em aulas remotas, fizemos meets individuais para manter sempre a conexão escola/família. Sem contar as videochamadas e os meets que ajudaram nas comemorações das datas especiais como os aniversários, Páscoa, Dia das Mães, dos Pais entre outras.

Mantive minha fé lendo e ouvindo pessoas que possuem o dom de evangelizar, não me preocupando com a religião em si, mas no sentido de ouvir e sentir a energia positiva para me fortalecer nos momentos difíceis.

Solidariedade com aqueles que estão tão próximos e nem sempre observamos como nossos vizinhos, percebendo que cada gesto pode demostrar um cuidado especial, mesmo que seja da janela.

Preciso me esforçar na meditação, confesso que ainda tenho dificuldade, os Podcasts até ajudam, mas a concentração é minha responsabilidade e quanto à atividade física, sempre levo uns puxões de orelha, preciso traçar um objetivo e colocá-lo em prática sem desculpas.

Enfim, essa é minha “nova rotina” e obrigada por poder compartilhar com vocês. Agradeço aos mantenedores que nos apoiaram em todos os momentos, professores que estão sendo incríveis na tarefa de encantar e permanecer firmes, mesmo em dias de câmeras fechadas, aos familiares por confiarem seus filhos a nós e nos permitir entrar em seus lares e a minha família por dar as mãos em todos os momentos e lado a lado seguir nesta jornada.

Como diz Leandro Karnal “Só consegue ser livre quem for disciplinado a aprender usar seu tempo”, aproveitem o tempo em família, com todas as dificuldades que temos, se fortaleçam para seguir em frente, estamos na mesma tempestade mas cada um com seu barco e se precisar usar o remo ou o vento a seu favor, use, para que possamos dar o melhor de nós e assim ajudarmos o próximo.

“Nesta vida temos três professores importantes: o momento Feliz, o momento Triste e o momento Difícil.
O momento Feliz mostra o que não precisamos mudar.
O momento Triste mostra o que precisamos mudar.
O momento Difícil mostra que somos capazes de superar.”

Roberto Shinyashiki

Obrigada pela oportunidade de partilhar histórias, seguimos em frente, pois #juntossomosmaisfortes.